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	<title>ADEMI-RJ</title>
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	<description>Associa&#231;&#227;o de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobili&#225;rio</description>
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		<title>Como a arquitetura est&#225; se moldando ao aquecimento global</title>
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		<dc:creator>Ricardo Porto</dc:creator>


		<dc:subject>destaque News</dc:subject>
		<dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Se moldando ao aquecimento global, arquitetos apresentam projetos que utilizam ilumina&#231;&#227;o natural e ventila&#231;&#227;o cruzada, al&#233;m de constru&#231;&#245;es a seco, que quase n&#227;o fazem uso de cimento e argamassa.Algumas solu&#231;&#245;es garantem ainda redu&#231;&#227;o de tempo de obra.Mas O grande desafio, por&#233;m, &#233; convencer os clientes sobre a import&#226;ncia do uso de solu&#231;&#245;es para mitigar o aquecimento global e o impacto no meio ambiente. Segundo Douglas Tolaine, do Perkins&amp;Will, em fun&#231;&#227;o dos custos envolvidos, s&#243; no segmento de luxo n&#227;o se nota tanta diferen&#231;a entre os valores das op&#231;&#245;es mais sustent&#225;veis e as tradicionais.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="https://ademirj.com.br/9-de-fevereiro-de-2024" rel="directory"&gt;9 de fevereiro de 2024&lt;/a&gt;

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&lt;a href="https://ademirj.com.br/destaque" rel="tag"&gt;destaque News&lt;/a&gt;, 
&lt;a href="https://ademirj.com.br/sustentabilidade" rel="tag"&gt;Sustentabilidade&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://ademirj.com.br/local/cache-vignettes/L150xH79/sustentabilidade2-3e9ba.webp?1773963970' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='79' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_chapo'&gt;&lt;p&gt;Resid&#234;ncias com ilumina&#231;&#227;o natural e ventila&#231;&#227;o cruzada, al&#233;m de constru&#231;&#245;es a seco, que quase n&#227;o fazem uso de cimento e argamassa, s&#227;o algumas das solu&#231;&#245;es propostas por arquitetos.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&#8220;&#201; imposs&#237;vel imaginar, no Brasil, um canteiro de obras sem uma ca&#231;amba na frente&#8221;, diz o arquiteto paranaense Guilherme Torres. &#8220;O pa&#237;s se habituou a construir e a gerar, ao mesmo tempo, uma enorme quantidade de entulho.&#8221; Refere-se, principalmente, &#224; ades&#227;o generalizada &#224; alvenaria e &#224; tradi&#231;&#227;o nacional de abrir talhos em blocos e tijolos para permitir a passagem de condu&#237;tes e tubula&#231;&#245;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8220;Os m&#233;todos construtivos mais disseminados no pa&#237;s se traduzem em taxas de desperd&#237;cio que oscilam entre 20% e 30%&#8221;, acrescenta Torres, cujo escrit&#243;rio de arquitetura, fundado em 2001, est&#225; localizado no bairro paulistano de Pinheiros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O setor, no pa&#237;s, ainda est&#225; longe dos padr&#245;es mais avan&#231;ados de sustentabilidade. Mas exce&#231;&#245;es n&#227;o faltam. &#201; o caso da Jatob&#225;, uma casa de 583 m2 projetada por Torres. Situada na Fazenda Boa Vista - o incensado condom&#237;nio erguido pela JHSF em Porto Feliz, a 100 km da capital paulista -, ela foi constru&#237;da com placas de madeira entrela&#231;adas e prensadas em alta temperatura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tamb&#233;m chamado de CLT, na sigla em ingl&#234;s, o material forma a laje e toda a estrutura, que foi montada em duas semanas, com a ajuda de guindastes. N&#227;o foi feita uma funda&#231;&#227;o estrutural, s&#243; uma base de concreto. &#8220;S&#243; isso diminuiu o tempo de obra em tr&#234;s meses&#8221;, gaba-se o arquiteto. &#8220;E reduziu os custos em 30%.&#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entregue em 2021, a casa &#233; parcialmente cercada por muros feitos de terra compactada. Torres recorreu &#224; taipa de pil&#227;o, t&#233;cnica prosaica que est&#225; caindo nas gra&#231;as de arquitetos badalados, para diminuir o impacto da obra. Explica-se: o material utilizado &#233; fruto da terraplanagem. &#8220;Foi uma solu&#231;&#227;o para evitar o transporte de terra para outro local, o que implicaria o uso de caminh&#227;o e a emiss&#227;o de mais poluentes&#8221;, resume o autor do projeto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele afirma que as chamadas constru&#231;&#245;es a seco, as que quase n&#227;o fazem uso de cimento e argamassa, custam praticamente o mesmo que as tradicionais. &#8220;J&#225; houve uma discrep&#226;ncia similar &#224; que existe, hoje em dia, entre carros a combust&#227;o e os el&#233;tricos&#8221;, compara. &#8220;Mas ela ficou no passado.&#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na Jatob&#225;, ele se preocupou em favorecer ao m&#225;ximo a ilumina&#231;&#227;o natural e a ventila&#231;&#227;o cruzada - pensando, como &#233; de imaginar, no aquecimento global. A casa se resume a cinco grandes blocos interligados por corredores praticamente sem paredes. Os dois conjuntos de salas, cada um, disp&#245;em s&#243; de duas paredes. No lugar das que n&#227;o foram erguidas, ele instalou janel&#245;es do ch&#227;o ao teto, de uma ponta &#224; outra, que s&#243; costumam ser fechados quando chove muito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Placas que captam a energia solar tamb&#233;m foram inclu&#237;das no projeto e os dois lagos que margeiam a resid&#234;ncia n&#227;o t&#234;m fins meramente est&#233;ticos: fazem parte do sistema de re&#250;so de &#225;gua. &#8220;Na arquitetura, solu&#231;&#245;es em prol da sustentabilidade sempre foram as mais l&#243;gicas&#8221;, argumenta Torres. &#8220;Mas elas ainda n&#227;o s&#227;o adotadas em grande escala no Brasil.&#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para um terreno no munic&#237;pio de Camanducaia, em Minas Gerais, ele projetou um hotel formado por 60 &#8220;lodges&#8221; que remetem a casas nas &#225;rvores. Tamb&#233;m dispensam funda&#231;&#227;o estrutural e est&#227;o sendo constru&#237;dos com madeira reflorestada, que contrasta com as paredes de pedras e as telhas met&#225;licas. Com inaugura&#231;&#227;o prevista para este ano, o hotel ser&#225; chamado de Montes Verdes Lodges.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com o aquecimento global cada vez mais evidente mundo afora, aumenta a responsabilidade dos arquitetos em apresentar solu&#231;&#245;es para melhorar nosso conv&#237;vio com as mudan&#231;as clim&#225;ticas. Como est&#225; ficando claro, o efeito estufa n&#227;o resultar&#225; s&#243; em derretimento de icebergs na Ant&#225;rtida ou em queimadas no Cerrado brasileiro - tamb&#233;m impactar&#225;, e como, o dia a dia das grandes cidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um relat&#243;rio encomendado pela Prefeitura de Londres divulgado em janeiro alertou para o risco de a cidade estar sujeita a &#8220;ondas de calor mais intensas e frequentes, chuvas mais intensas, inunda&#231;&#245;es repentinas e aumento do n&#237;vel do mar&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cidades portu&#225;rias urbanas correm o risco de ficar cada vez mais inundadas nas pr&#243;ximas d&#233;cadas. &#201; o que sugere o ranking da Nestpick, uma plataforma de aluguel de apartamentos mobiliados, que calcula qual &#233; a probabilidade de grandes metr&#243;poles serem impactadas pelo aumento do n&#237;vel do mar em 2050 e qual dever&#225; ser a temperatura m&#233;dia de cada uma, entre outras proje&#231;&#245;es. O primeiro lugar pertence &#224; capital da Tail&#226;ndia, Bangkok, onde 5 milh&#245;es de habitantes, segundo a OCDE, poder&#227;o estar expostos a inunda&#231;&#245;es na d&#233;cada de 2070.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em seguida, aparecem no ranking as cidades de Ho Chi Minh (Vietn&#227;), Amsterd&#227; (Holanda), Shenzhen (China), Melbourne (Austr&#225;lia), Cardiff (Reino Unido), Seul (Coreia do Sul), Boston (EUA), Nairobi (Qu&#234;nia) e Marrakech (Marrocos). A &#250;nica cidade brasileira da lista &#233; o Rio de Janeiro, em 83&#186;. Em 2050, estima a Nestpick, a temperatura m&#233;dia na capital carioca ser&#225; de 24,53&#176;C, quase 1&#176;C a mais do que hoje em dia - n&#227;o estamos falando, conv&#233;m lembrar, das m&#225;ximas apocal&#237;pticas registradas nos &#250;ltimos tempos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o C40, associa&#231;&#227;o de quase 100 prefeituras globais unidas para enfrentar a crise clim&#225;tica, 1,6 bilh&#227;o de pessoas que residem em cerca de mil cidades - ou 40% da popula&#231;&#227;o mundial - v&#227;o enfrentar ondas de calor extremas e regulares em, no m&#225;ximo, 30 anos. Atualmente, calcula a mesma entidade, 200 milh&#245;es de habitantes de mais de 350 cidades convivem com temperaturas m&#225;ximas de 35&#176;C. At&#233; 2050, cerca de 970 cidades v&#227;o enfrentar a mesma coisa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al&#233;m dos inevit&#225;veis impactos na sa&#250;de da popula&#231;&#227;o - mais de 1.300 pessoas morrem por ano por culpa do calor extremo nos Estados Unidos -, haver&#225; reflexos econ&#244;micos. Um estudo da Organiza&#231;&#227;o Internacional do Trabalho estima que a redu&#231;&#227;o da produtividade provocada pelo calor&#227;o dever&#225; representar um preju&#237;zo global de US$ 2 trilh&#245;es at&#233; 2030. As inunda&#231;&#245;es e as secas provocadas pelo aquecimento global, estima o C40, poder&#227;o obrigar as principais cidades do mundo a gastar US$ 194 bilh&#245;es por ano em conjunto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para diminuir os problemas, a entidade preconiza o &#243;bvio: amplia&#231;&#227;o de &#225;reas verdes e lagos, al&#233;m de telhados que ajudem a absorver o calor. Seul &#233; uma das cidades que soube correr atr&#225;s do preju&#237;zo. Depois das ondas de calor que registrou nos anos 1990, a capital lan&#231;ou uma campanha com o intuito de plantar 3 milh&#245;es de &#225;rvores. No fim, plantou 16 milh&#245;es at&#233; 2002, quando o projeto foi encerrado. Ele expandiu a &#225;rea arborizada da cidade em 3,5 milh&#245;es de m. Um aterro sanit&#225;rio deu lugar a um dos parques criados pela iniciativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#8220;H&#225; muitos arquitetos interessados em implantar solu&#231;&#245;es para mitigar o aquecimento global e o impacto no meio ambiente&#8221;, afirma Douglas Tolaine, s&#243;cio do escrit&#243;rio americano Perkins&amp;Will, que mant&#233;m uma unidade em S&#227;o Paulo desde 2012. &#8220;O grande desafio, por&#233;m, &#233; convencer os clientes da import&#226;ncia disso.&#8221; As recusas se devem, geralmente, no caso de edif&#237;cios e projetos mais populares, aos custos envolvidos - s&#243; no segmento de luxo, ao que parece, n&#227;o se nota tanta diferen&#231;a entre os valores das op&#231;&#245;es mais sustent&#225;veis e as de sempre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tolaine afirma, no entanto, que empreendimentos menos nocivos ao meio ambiente costumam registrar boas taxas de valoriza&#231;&#227;o. Cita um dos projetos assinados pelo escrit&#243;rio, o Oscar Ibirapuera. Nos arredores do parque mais conhecido de S&#227;o Paulo, ele foi revestido de brises-soleils de madeira, que amainam o sol e ajudam a diminuir a depend&#234;ncia do ar-condicionado. &#8220;Incluir solu&#231;&#245;es do tipo equivale a transformar um peda&#231;o de tecido em uma pe&#231;a de alta costura&#8221;, compara o s&#243;cio do escrit&#243;rio. Os apartamentos foram comercializados a cerca de R$ 35 mil o metro quadrado - R$ 15 mil a mais do que o previsto inicialmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com conclus&#227;o prevista para 2026, o Biosquare tamb&#233;m foi projetado pela Perkins&amp;Will. Na rua dos Pinheiros, ter&#225; s&#243; um subsolo, algo rar&#237;ssimo para um espig&#227;o de 19 andares. Em vez de escavar o solo profundamente para construir as garagens, como &#233; de praxe em empreendimentos do tipo, o escrit&#243;rio decidiu concentr&#225;-las acima do t&#233;rreo. Os andares destinados aos carros, no entanto, ter&#227;o o mesmo p&#233;-direito que os demais, o que tamb&#233;m n&#227;o &#233; comum - para economizar, as incorporadoras costumam preferir garagens mais baixas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Biosquare s&#243; ter&#225; pavimentos da mesma altura - e s&#243; um deles abaixo da terra - para diminuir o impacto da obra e para que as garagens possam ser transformadas, no futuro, em escrit&#243;rios, caso haja interesse. &#8220;&#201; de supor que a demanda por autom&#243;veis caia bastante daqui 30 ou 40 anos, o que j&#225; estamos prevendo&#8221;, explica Tolaine.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na altura das garagens suspensas, a fachada ser&#225; coberta por elementos amadeirados e jardins. E haver&#225; canteiros pendentes contornando quatro dos andares corporativos. Trata-se de um pr&#233;dio espelhado, mas os caixilhos das janelas n&#227;o ser&#227;o travados - um aceno para as raras empresas que optarem pela ventila&#231;&#227;o natural.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para um edif&#237;cio residencial em Ubatuba, na rua da praia, o Perkins&amp;Will prop&#244;s outro tipo de ousadia: revestir a fachada com brise-soleils de bambu, tamb&#233;m utilizado para adornar o muro e as portas dos &#8220;shafts&#8221;, ou dutos, entre outros elementos. &#8220;&#201; um material da natureza, de baixo custo e que nunca deixa de capturar carbono&#8221;, festeja Tolaine. &#8220;Achamos que a incorporadora que nos contratou poderia &#8216;gongar' a ideia, mas ela foi bem aceita.&#8221; Batizado de Bambu, o pr&#233;dio foi lan&#231;ado em 2018 custando R$ 13 mil o metro quadrado - cerca de R$ 5 mil a mais do que os empreendimentos mais caros na regi&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O surgimento de novos materiais construtivos tem ajudado os arquitetos a criar projetos mais aclimatados aos tempos atuais. Conhecida por projetar edif&#237;cios de luxo com fachadas de tijolinhos aparentes - cuja instala&#231;&#227;o demanda uma enormidade de tempo e trabalho -, a PSA Arquitetura acaba de aderir a uma solu&#231;&#227;o com mais de uma vantagem. Falamos dos pain&#233;is pr&#233;-fabricados da Stamp, uma companhia de Barueri, na Grande S&#227;o Paulo. Com cerca de 6,6 metros de altura, eles imitam diversos materiais, inclusive os famosos tijolinhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O PSA optou pela r&#233;plica dos tijolinhos para compor boa parte da fachada do Lindenberg Pra&#231;a Itaim. Trata-se de um empreendimento residencial no bairro de mesmo nome com duas torres de 31 andares - a entrega est&#225; prevista para o segundo semestre. &#8220;Optamos por esses pain&#233;is porque a qualidade &#233; alt&#237;ssima&#8221;, afirma Christiani Longato, uma das s&#243;cias do escrit&#243;rio paulistano. Para montar as bases das varandas, optou-se tamb&#233;m por pain&#233;is pr&#233;-fabricados - estes imitam granilite.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a solu&#231;&#227;o adotada, as obras foram encurtadas em quatro meses. Os pain&#233;is, que tamb&#233;m ajudam a diminuir o desperd&#237;cio, permitiram a cria&#231;&#227;o, em conjunto com paredes de drywall, de uma camada de ar ao redor de todo o pr&#233;dio. &#8220;Ela ajuda a manter os apartamentos a salvo do calor de fora&#8221;, explica Longato, que pretende adotar os tais pain&#233;is em empreendimentos futuros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#192;s voltas com a constru&#231;&#227;o de um empreendimento residencial em Porto das Dunas, no Cear&#225;, o Mandara by YOO, a incorporadora Marquise se aliou a uma startup de Minas Gerais para desenvolver um piso intertravado mais sustent&#225;vel. O complexo, cujas entregas dever&#227;o come&#231;ar em agosto de 2025, se espalha por um terreno de 115 mil m2. E ter&#225; mais de 26 mil m2 de piso intertravado - envolve desde a pista de cooper at&#233; os passeios entre as edifica&#231;&#245;es e as pistas dos carros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A solu&#231;&#227;o desenvolvida: blocos que levam pneus descartados na receita. &#8220;No Mandara by YOO, vamos contribuir com a reciclagem de 2.300 toneladas de pneus&#8221;, diz Andr&#233;a Oliveira, diretora de incorpora&#231;&#227;o da Marquise. &#8220;Queremos adotar o mesmo tipo de piso nos empreendimentos que vierem pela frente e ajudar a desenvolver mais tecnologias sustent&#225;veis.&#8221; O complexo &#233; uma parceria da Marquise com a Cyrela e o YOO Studio, do arquiteto e designer franc&#234;s Philippe Starck.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E h&#225; novidades bem mais disruptivas no mercado. Fundada em Hong Kong em 2021, a startup i2Cool desenvolveu um revestimento com nanopart&#237;culas para paredes externas que reflete 95% da radia&#231;&#227;o solar - e reduz consideravelmente a necessidade de refrigera&#231;&#227;o e ventila&#231;&#227;o interna. Cada metro quadrado aplicado, segundo a companhia, diminui o consumo de eletricidade em at&#233; 430 quilowatt-hora e reduz as emiss&#245;es de carbono em 250 quilos por ano. A novidade j&#225; foi aplicada em mais de 53 mil m2 de paredes e ajudou a poupar 1 milh&#227;o de kWh e a evitar a emiss&#227;o de quase 900 mil quilos de carbono.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;J&#225; os chamados vidros inteligentes disp&#245;em de nanopart&#237;culas controladas eletricamente. Para ajudar a reduzir o uso de l&#226;mpadas e ar-condicionado, eles mudam de cor em instantes para barrar a entrada de luz em excesso e de raios infravermelhos. Segundo a americana Nodis, uma das maiores fabricantes, pr&#233;dios que optam por vidros do tipo gastam at&#233; US$ 1 milh&#227;o a menos por ano com energia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fundada em 2019, a startup inglesa Thermulon criou outro produto que ajuda a diminuir a depend&#234;ncia de aquecedores e ar-condicionado. Trata-se de um aerogel altamente isolante e resistente ao fogo. Vendido em p&#243;, o material pode ser adicionado na receita de rebocos e pain&#233;is, tornando as constru&#231;&#245;es mais seguras e mais eficientes do ponto de vista t&#233;rmico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O intuito da Prometheus Materials &#233; diminuir a depend&#234;ncia global de cimento. A produ&#231;&#227;o dele, que envolve a queima do calc&#225;rio com a argila, responde por quase 8% das emiss&#245;es globais de CO2. &#201; um percentual que s&#243; tende a aumentar: at&#233; 2060, a quantidade de constru&#231;&#245;es sobre a Terra dever&#225; dobrar. Registre-se que 39% das emiss&#245;es de carbono s&#227;o atribu&#237;das &#224; constru&#231;&#227;o e ao dia a dia dos pr&#233;dios, segundo o World Green Building Council.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fundada em 2021, a Prometheus Materials confecciona blocos e pain&#233;is de concreto com a ajuda de cianobact&#233;rias mineralizantes, tamb&#233;m chamadas de algas azuis. Esses microrganismos, n&#227;o t&#243;xicos, s&#227;o cultivados com luz solar, &#225;gua do mar e CO2. D&#227;o origem a uma subst&#226;ncia capaz de unir areia com cascalho ou pedra - com a vantagem de retirar CO2 da atmosfera, em vez de adicionar mais. Uma das companhias que investiu na startup, cuja sede fica no Colorado, nos Estados Unidos, &#233; a Microsoft.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;div class="hyperlien"&gt;Ver online : &lt;a href="https://valor.globo.com/eu-e/noticia/2024/02/09/como-a-arquitetura-esta-se-moldando-ao-aquecimento-global.ghtml" class="spip_out"&gt;Valor&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
		
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