O aluguel residencial subiu 0,94% em fevereiro e acelerou em relação ao resultado de janeiro, quando avançou 0,65%, segundo o Índice FipeZap. A variação é menor do que em igual mês de 2025, quando subiu 1,07%, mas quebra o ritmo observado desde maio do ano passado, período em que o indicador se manteve numa faixa de alta ao redor de 0,50% e 0,60% em todas as leituras.
O encarecimento do aluguel residencial foi suficiente para superar a inflação ao consumidor pelo IPCA, que aumentou 0,70% no segundo mês do ano, assim como o IGP-M, que registrou retração de 0,73% na mesma comparação. E, assim como no início do ano, o preço médio de locação residencial aumentou mais do que o de venda (+0,32%).
O aluguel residencial valorizou mais em unidades de dois dormitórios (+1,00%), enquanto os empreendimentos de quatro ou mais dormitórios tiveram um aumento menos expressivo (+0,72%).
Em 12 capitais, o aumento do aluguel residencial superou ou ficou igual à média nacional. E em mais duas localidades a variação, mesmo que menor, ainda foi suficiente para ganhar da inflação do período.
Veja as capitais com maior variação no aluguel residencial em fevereiro:
- Manaus (+4,03%)
- Campo Grande (+3,23%)
- Aracaju (+2,87%)
- Vitória (+2,69%)
- Goiânia (+2,36%)
- Recife (+1,86%)
- Maceió (+1,68%)
- Natal (+1,66%)
- Rio de Janeiro (+1,52%)
- Cuiabá (+1,45%)
- João Pessoa (+1,32%)
- Brasília (+0,94%)
- Salvador (+0,88%)
- Porto Alegre (+0,73%)
Em termos absolutos, não houve alteração de posições na lista das capitais com maior valor de aluguel residencial. Em fevereiro, as cotações médias foram:
- Belém (R$ 63,79/m²)
- São Paulo (R$ 63,28/m²)
- Recife (R$ 62,29/m²)
- Florianópolis (R$ 60,49/m²)
- São Luís (R$ 57,73/m²)
- Rio de Janeiro (R$ 56,71/m²)
- Maceió (R$ 56,64/m²)
- Vitória (R$ 54,16/m²)
- Salvador (R$ 53,05/m²)
- Brasília (R$ 51,64/m²)
O retorno médio do aluguel residencial melhorou levemente na passagem de janeiro para fevereiro, de 5,99% ao ano para 6,03% ao ano, mas ainda ficou abaixo da rentabilidade projetada para aplicações financeiras de referência nos próximos 12 meses.