Com termômetros batendo recordes nos grandes centros urbanos e a busca por mais qualidade de vida ganhando força, a Serra Fluminense volta a ocupar o radar de quem procura um refúgio de verão. A poucas horas da cidade do Rio de Janeiro, destinos como Teresópolis e distritos de Petrópolis combinam clima mais ameno, áreas verdes preservadas e infraestrutura urbana consolidada — um contraste cada vez mais valorizado em tempos de calor extremo e rotina acelerada.
Historicamente associada ao descanso, à tradição e ao turismo de montanha, a região vive hoje um novo momento. O aumento da procura por segundas residências e imóveis voltados ao uso híbrido — lazer e trabalho remoto — impulsiona o mercado imobiliário local e redefine o perfil de moradores e investidores. Casas amplas, condomínios integrados à natureza e empreendimentos que priorizam bem-estar e sustentabilidade passaram a ser vistos não apenas como alternativa sazonal, mas como extensão permanente do estilo de vida urbano.
Nesse cenário, a Região Serrana do Rio se consolida além de um destino turístico: torna-se uma resposta concreta às mudanças climáticas, aos novos hábitos de consumo e à crescente demanda por espaços que ofereçam conforto térmico, segurança e conexão com a natureza.
Diretor da Areaum, incorporadora do Quinta das Amoras, em Teresópolis, Victorio Abreu ressalta que, nos últimos anos, muitos empreendimentos passaram a ser lançados nesta época do ano justamente para aproveitar a demanda dos turistas que viajam para aserra no verão.
— Os cariocas entenderam que, ao contrário das cidades litorâneas, os municípios serranos oferecem uma amplitude térmica muito confortável. Durante o dia, a temperatura fica entre 25°C e 30°C, podendo chegar a 17°C à noite. É possível aproveitar a vida ao ar livre nas manhãs e tardes e comer fondue à noite. Os clientes valorizam muito isso — pontua.
Para potencializar essa sensação de frescor, os empreendimentos da Serra Fluminense apostam pesado no paisagismo e na integração com a natureza. No Quinta das Amoras, por exemplo, o conforto climático vem acompanhado de experiências simples e prazerosas: um pomar de 15 mil metros quadrados convoca moradores e visitantes a caminhadas despretensiosas entre árvores e aromas naturais — um convite para desacelerar.
Já no Fazendas Secretário, condomínio que reúne cinco propriedades rurais no distrito de mesmo nome em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, a preservação ambiental de metade da área total do projeto mantida intacta é o grande diferencial. Na Fazenda Aroeira, por exemplo, três lagos redesenham a paisagem e criam novos cenários de moradia. A partir de março, será possível adquirir lotes ao redor desses espelhos d’água, unindo vista privilegiada e bem-estar térmico.
—A Região Serrana tem temperaturas médias cerca de dez graus mais baixas do que as da capital. Mas é sempre possível ir além e colaborar com a natureza. Menos asfalto e mais árvores fazem a diferença, e os lagos ajudam a amenizar ainda mais oclima ao redor. Isso se torna um diferencial importante para o empreendimento — explica Afonso Blanc, sócio-administrador do Fazendas Secretário.
Esse desejo crescente por um refúgio nas montanhas tem impulsionado as vendas na Região Serrana. No Oni Araras, também em Petrópolis, 38 dos 74 lotes do empreendimento foram vendidos apenas dez meses após o lançamento. São terrenos generosos, que variam de dois mil a cinco mil metros quadrados, com potencial construtivo entre 720 e 900 metros quadrados.
— As pessoas não buscam mais apenas uma casa de fim de semana na serra. Muitas estão decididas a mudar de vez. Dez dos nossos clientes já compraram ou alugaram outra residência na região enquanto aguardam a conclusão das obras de suas casas definitivas. Afinal, quem não quer viver em um lugar mais fresco, mais seguro e ainda tão perto da capital? —indaga Nelson Belotti, sócio do Oni Araras.