Um dos sobrenomes mais conhecidos do empresariado brasileiro está se desfazendo de mais um de seus ativos imobiliários no Rio. A família Gouvêa Vieira, que integrou o bloco de controle do Grupo Ipiranga até a venda da companhia em 2007, colocou à venda sua antiga mansão no Humaitá, Zona Sul do Rio, por R$ 130 milhões.
O imóvel ocupa uma posição privilegiada na parte alta da Rua Davi Campista, ao lado do Hospital do Coração, e conta com vista direta para o Morro do Corcovado. São cerca de 2.400 metros quadrados de área construída em um terreno que reúne uma série de estruturas de lazer e apoio.
A residência possui oito dormitórios, sendo cinco suítes, além de dez vagas para carros. A área social inclui dois salões, salas de almoço e jantar, duas amplas varandas voltadas para o jardim e a piscina, além de duas cozinhas.
Na área externa, a propriedade dispõe de campo de futebol, quadra de tênis, piscina aquecida, quatro casas de caseiros e um complexo de apoio com cozinha e banheiro. O terreno abriga ainda um grande galpão com pé-direito duplo e dois estacionamentos.
Herança da Ipiranga
A família Gouvêa Vieira ficou nacionalmente conhecida por sua participação no Grupo Ipiranga, uma das maiores empresas do setor de combustíveis do país. Entre os herdeiros está Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, que presidiu a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) por quase três décadas.
Em 2007, a Ipiranga foi adquirida em uma operação conjunta envolvendo Petrobras, Braskem e Grupo Ultra. O negócio foi avaliado em cerca de US$ 4 bilhões. Segundo informações publicadas à época pelo jornal O Globo, e apuradas pelo DIÁRIO DO RIO, as cinco famílias que integravam o bloco de controle da companhia receberam aproximadamente R$ 2 bilhões pela venda de suas participações.
Como cada grupo familiar detinha cerca de 20% desse bloco, estima-se que a família Gouvêa Vieira tenha recebido algo em torno de R$ 400 milhões na operação.