Em ano eleitoral, o governo quer ampliar o acesso à moradia no programa Minha Casa, Minha Vida, principalmente para as famílias da classe média. Proposta do Ministério das Cidades encaminhada aa grupo técnico do Conselho Curador do FGTS, nesta terça-feira, eleva a renda na faixa 4 de R$ 12 mil para R$ 13 mil e o teto do valor do imóvel de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
O teto do valor do imóvel na faixa 3 também pode subir de R$ 350 mil para R$ 400 mil. A proposta prevê ainda reajuste na renda das famílias em todas as faixas, além da classe média.
Na faixa 1, a renda passa de R$ 2.850 para R$ 3.200; na faixa 2, de R$ 4,7 mil para R$ 5 mil; e, na faixa 3, de R$ 8,6 mil para R$ 9,6 mil.
A correção dos valores é um pleito do setor da construção civil e a nova tabela sugerida pelo Ministério das Cidade para cada faixa foi baseada na quantidade de salários mínimos.
Contudo, a proposta foi enviada ao grupo técnico de FGTS sem cálculos de impacto no orçamento do Fundo de 2026, aprovado em novembro do ano passado. Diante da falta de estudos, os técnicos decidiram que só vão discutir a viabilidade da medida na próxima semana.
Após a aprovação no grupo técnico, a proposta precisa passar pelo aval do Conselho Curador. A próxima reunião está marcada para o final de março.
Conforme revelou O GLOBO, os conselheiros do FGTS estão preocupados com o impacto de medidas tomadas pelo governo nas contas do Fundo, como saques emergenciais e empréstimos para santas casas. A projeção aponta para uma retirada de R$ 60,8 bilhões nos próximos cinco anos.
Em novembro, o conselheiros aprovaram orçamento de R$ 160,5 bilhões para habitação em 2026 e 207. Para os anos seguintes, o valor baixa para R$ 155,5 bilhões. As tabelas indicam recuo nas aplicações do FGTS em títulos públicos, que ampliam as disponibilidades de caixa, de R$ 24,762 bilhões neste ano para R$ 22,951 bilhões em 2029.