O Nubank começou 2026 já movimentando o mercado imobiliário do Centro do Rio. O banco digital, que alugou em janeiro cinco andares do Edifício Vista Mauá, na Rua do São Bento, segue concentrando esforços para iniciar ainda este ano as atividades de sua primeira sede na cidade. Segundo informações apuradas pelo DIÁRIO DO RIO, a reforma das lajes corporativas do prédio, que integra a lista dos edifícios classificados como “ouro” na região central, terá investimento estimado em R$ 40 milhões.
A operação ocupará cerca de 7 mil metros quadrados de escritórios, espaço com capacidade para receber aproximadamente 1.000 profissionais simultaneamente. Como o Nubank adota um modelo de trabalho híbrido, com sistema de rodízio entre equipes, o número total de funcionários ligados à unidade poderá ser ainda maior. O projeto também prevê uma estrutura de apoio aos colaboradores, com cerca de 100 vagas de estacionamento destinadas aos funcionários.
A nova sede carioca faz parte de uma estratégia nacional de expansão da instituição. Em janeiro, o Nubank anunciou que pretende investir mais de R$ 2,5 bilhões nos próximos cinco anos para ampliar sua rede de escritórios no Brasil, acompanhando o crescimento da empresa e o avanço do modelo de trabalho híbrido.
Grandes ocupações puxam retomada dos escritórios no Centro
A movimentação do Nubank se soma a uma sequência de ocupações que vêm reduzindo a disponibilidade de espaços corporativos na região central. Os dados mais recentes da consultoria Newmark, revelados em reportagem especial do DIÁRIO DO RIO, apontam que, no segundo trimestre de 2026, o Centro liderou a absorção líquida do mercado de alto padrão no Rio, com cerca de 11 mil metros quadrados ocupados, superando a Barra da Tijuca, que registrou aproximadamente 1,9 mil metros quadrados, e o eixo Flamengo/Glória, com 1,6 mil metros quadrados.
No primeiro semestre, a absorção líquida do mercado corporativo carioca chegou a cerca de 36 mil metros quadrados, enquanto a taxa de vacância dos imóveis de alto padrão caiu para 23,5%, ante 24% no trimestre anterior e 27,2% no mesmo período de 2025.
O movimento também aparece em levantamentos de outras consultorias imobiliárias. A Colliers apontou, no fim de 2025, que a vacância dos escritórios de alto padrão havia chegado a 21%, o menor patamar da série histórica iniciada em 2016. Já a JLL registrou vacância de 26,5% nos edifícios das categorias A e A+, ante 31% um ano antes, enquanto a CBRE estimou disponibilidade de cerca de 18,7% nos empreendimentos Triple A do Centro.