Boa notícia para o mercado imobiliário da Zona Sul do Rio. A região mais escassa para novos empreendimentos e considerada a “galinha dos ovos de ouro” do setor pode ganhar, em breve, dois novos ativos disponíveis para o mercado. Isso porque a Prefeitura do Rio desapropriou, nesta terça-feira (07/07), dois prédios abandonados localizados em Ipanema e Copacabana, ambos originalmente projetados para funcionar como edifícios-garagem.
Um dos imóveis fica na Rua Teixeira de Melo, 95, ao lado da descida do Pavão-Pavãozinho, em Ipanema. Fechado há quase uma década, o edifício apresenta sinais evidentes de abandono. O outro é o edifício-garagem Auto-Mar, na Rua Miguel Lemos, 76, em Copacabana. Lançado em 1970 com anúncios em jornais de grande circulação, o empreendimento prometia acabar com a dificuldade de estacionamento no bairro, mas as obras foram interrompidas e a construção jamais foi concluída.
A declaração de utilidade pública é a primeira etapa do processo de desapropriação. Com ela, o município pode iniciar os procedimentos para assumir a posse dos imóveis, mediante indenização aos proprietários, conforme prevê a legislação.
Zona Sul na mira da Prefeitura
As duas desapropriações fazem parte de um pente-fino que a Prefeitura vem realizando sobre imóveis ociosos e abandonados na Zona Sul. A estratégia é recuperar ativos considerados estratégicos e devolvê-los ao mercado, com prioridade para projetos ligados à hotelaria. A iniciativa busca enfrentar a redução do número de leitos tradicionais na região, consequência da expansão dos empreendimentos compactos voltados à locação por temporada.
Como o DIÁRIO DO RIO mostrou no mês passado, outros três esqueletos de obras em Copacabana também estão no radar da Prefeitura. Um deles é o antigo Townhouse Hotel Copacabana, na Rua Siqueira Campos, 202. O empreendimento foi lançado pela incorporadora Cabral Garcia para receber uma unidade da rede Ramada, mas a empresa faliu antes da conclusão da obra.
Outro caso é o antigo projeto do Best Western Eretz Copacabana, na esquina das ruas Tonelero e República do Peru. A obra foi iniciada por um grupo de empresários judeus com a expectativa de aproveitar o ciclo de crescimento do turismo na cidade, mas nunca chegou ao fim. Hoje, o prédio permanece em estado de abandono.