Residencial que será erguido no terreno do Bennett, no Flamengo, faz sucesso e supera R$ 400 milhões em vendas

em Diário do Rio / Mercado Imobiliário, 22/junho

Em duas semanas, empreendimento vendeu mais de 200 unidades e já alcançou cerca de 70% do Valor Geral de Vendas; condomínio promete uma das mais completas estruturas de lazer e serviços da Zona Sul.

Encontrar um terreno capaz de receber um grande lançamento imobiliário no Flamengo virou tarefa rara. Assim como aconteceu em bairros como Copacabana, a ocupação urbana da região foi consolidada há décadas, reduzindo drasticamente a oferta de áreas disponíveis para novos empreendimentos de grande porte. Essa escassez ajuda a explicar o desempenho comercial do Symphony, novo residencial da Newview Incorporadora, lançado no terreno do antigo Colégio Bennett, na Rua Marquês de Abrantes.

Em apenas duas semanas de comercialização, o empreendimento, que conta com parcerias de primeira linha em suas estruturas condominiais, já vendeu cerca de 70% de seu Valor Geral de Vendas (VGV), ultrapassando a marca de R$ 400 milhões em negócios fechados e 220 unidades comercializadas. A performance reforça a procura por imóveis modernos em bairros tradicionais da Zona Sul, capazes de reunir infraestrutura de lazer, mobilidade e conveniência em uma localização já integrada à dinâmica do Rio.

Segundo Guili Chor, diretor da Newview, o Flamengo reúne atributos que o diferenciam até mesmo de outros pontos da Zona Sul. “O bairro reúne características difíceis de encontrar em outros lugares do Rio. É uma região que permite fazer praticamente tudo a pé, tem metrô, comércio consolidado, serviços, acesso rápido ao Centro e à Zona Sul, além da presença única do Aterro do Flamengo. Quando surgiu a oportunidade do Bennett, ficou claro que se tratava de um ativo muito especial”, afirma.

Com mais de 15 mil metros quadrados, a área pertencia à instituição metodista responsável pelo antigo colégio. Após negociações conduzidas em parceria com a Enforce, braço imobiliário do BTG Pactual, o local foi adquirido para receber o empreendimento, do Grupo TGB, liderado pelo empresário carioca Rogério Chor, família pioneira na incorporação imobiliária do Rio.
Empreendimento será desenvolvido no modelo clube, com infraestrutura completa — Foto: Divulgação

Um produto raro na Zona Sul

O Symphony terá 364 unidades distribuídas em dois blocos, com apartamentos de um a quatro quartos e metragens entre 40 m² e 194 m². Com VGV total estimado em R$ 700 milhões, o empreendimento fica a apenas três minutos da estação de metrô Flamengo e a sete minutos do Largo do Machado. O projeto foi desenhado para atender o comprador que busca infraestrutura completa de lazer, serviços e bem-estar, sem abrir mão das facilidades e da conveniência de um bairro já consolidado.

A inspiração vem de um modelo já consolidado em grandes condomínios da Barra da Tijuca: “O morador quer conveniência, segurança e qualidade de vida. Hoje muitas famílias buscam resolver boa parte da rotina dentro do próprio condomínio, seja para praticar atividades físicas, para as crianças brincarem ou para receber amigos. O diferencial do Symphony é oferecer essa estrutura em uma localização onde normalmente isso não existe”, explica Guili.

Parceria de alto nível

O projeto contará com academia desenvolvida sob consultoria da Bodytech, spa concebido em parceria com a Chandra Spa, brinquedoteca e espaços infantis com curadoria da Animasom, além de áreas de convivência e lazer distribuídas pelo terreno. O Colégio Pensi+ e a Uniasselvi, que atualmente funcionam no endereço, permanecerão como locatários de parte da área. Como ação de relacionamento com os futuros moradores, os 50 primeiros compradores do Symphony receberam o benefício de 30% de desconto nas mensalidades do Pensi, válido a partir de 2027.
Academia grife desenvolvida com consultoria da Bodytech — Foto: Divulgação

O casarão que virou protagonista

Mas talvez nenhum elemento tenha despertado tanta atenção quanto o antigo casarão do terreno. Construído por volta de 1865 e posteriormente incorporado ao Bennett, o imóvel foi a antiga residência de Antônio Clemente Pinto Filho, o Barão de São Clemente, e funcionava como um símbolo do poder econômico da elite cafeeira do século XIX. O casarão, que é tombado pelo Iphan, permaneceu fechado por cerca de 20 anos antes de ser integrado ao novo projeto.
Casarão tombado será integrado ao empreendimento — Foto: Divulgação

A restauração ficará a cargo do arquiteto Jorge Astorga, referência nacional em preservação de patrimônio histórico, responsável por projetos como o do Paço Imperial. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 5 milhões. A proposta prevê integrar completamente o imóvel à vida cotidiana dos futuros moradores. O casarão abrigará parte das áreas comuns do residencial, incluindo o salão de festas, tornando-se o coração social do empreendimento.

“Desde o início entendemos que aquele casarão precisava ser protagonista. Ele tem uma importância histórica para o bairro e desperta um sentimento muito forte em quem estudou no Bennett ou vive na região. Nosso objetivo foi preservar essa memória e, ao mesmo tempo, devolver o imóvel à cidade com uma nova função”, destaca o diretor.

Flamengo volta ao radar dos grandes lançamentos

O desempenho do Symphony também tem sido acompanhado pelo mercado por outro motivo. O empreendimento chega em um momento de valorização do Flamengo, impulsionado pela escassez de terrenos e pela baixa oferta de imóveis novos no bairro. Como parte dos estudos realizados antes do lançamento, a incorporadora analisou o desempenho recente de empreendimentos de alto padrão na região, entre eles o Ícono, residencial lançado pelo fundo Opportunity próximo ao Largo do Machado, com especificações bem parecidas com o próprio Symphony. O condomínio foi um dos mais recentes lançamentos da região, em formato clube.

“Quando avaliamos os empreendimentos mais recentes do Flamengo, encontramos transações em patamares bastante elevados, chegando a cerca de R$ 27 mil por metro quadrado. Isso mostra que existe uma demanda consolidada por imóveis novos no bairro e um mercado que continua apresentando forte capacidade de valorização.”, afirma Guili.

No Symphony, os valores atualmente praticados giram em torno de R$ 21 mil por metro quadrado.

Assinado pelo Studio Roca nos interiores e com paisagismo de Benedito Abbud, o projeto prevê ainda o plantio de mais de 100 árvores como parte das medidas de compensação ambiental estabelecidas junto aos órgãos competentes da Prefeitura do Rio.


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