Verde, bem-estar e valorização: o novo mapa do desejo no mercado imobiliário urbano

em Diário Indústria & Comércio, 24/fevereiro

Áreas verdes no entorno e academias nos condomínios passam a influenciar diretamente a decisão de compra e a valorização dos imóveis urbanos.

A proximidade com áreas verdes deixou de ser apenas um diferencial estético e passou a ocupar lugar central nas decisões de compra no mercado imobiliário urbano. Em cidades densas, morar perto de parques e bosques se tornou sinônimo de qualidade de vida, equilíbrio emocional e valorização patrimonial, uma tendência que vem se consolidando especialmente entre compradores de médio e alto padrão.

Curitiba é um dos principais exemplos desse movimento. Reconhecida como a capital mais arborizada do Sul e do Sudeste, a cidade ocupa a 4ª posição entre as mais arborizadas do Brasil, segundo o Censo Demográfico 2022 – Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios, divulgado pelo IBGE. Cerca de 85% das ruas curitibanas possuem ao menos uma árvore, índice significativamente superior à média nacional, que é de 66%.

Além da arborização viária, a cidade conta com 52 parques e bosques públicos, de acordo com dados da Prefeitura de Curitiba. Espaços como o Jardim Botânico, o Parque Barigui e o Passeio Público integram o cotidiano urbano, oferecendo áreas de lazer, prática de atividades físicas e contato direto com a natureza. O impacto vai além da paisagem: o verde contribui para a redução das ilhas de calor, melhora a qualidade do ar, auxilia na drenagem urbana e favorece a saúde física e mental da população.

Esse cenário tem influenciado diretamente o perfil do comprador de imóveis. “A busca por moradias próximas a áreas verdes cresceu de forma consistente nos últimos anos. Os compradores estão mais atentos ao impacto do entorno na rotina, no bem-estar e até na saúde a longo prazo”, afirma Ana Valéria Martins, gerente comercial da Construtora Equilíbrio.

Segundo a especialista, essa preferência vem acompanhada de outro comportamento claro: a valorização de empreendimentos que oferecem infraestrutura completa para o cuidado diário. “A academia dentro do condomínio deixou de ser um item complementar e passou a ser parte essencial do projeto. As pessoas querem praticidade, constância e ambientes que facilitem a adoção de hábitos saudáveis”, destaca.

Nesse contexto, o conceito de bem-estar se amplia. Morar perto de parques atende à necessidade de contato com a natureza, enquanto academias bem equipadas nos residenciais reforçam a rotina de autocuidado, eliminando deslocamentos e integrando saúde ao dia a dia. A combinação dos dois elementos tem sido vista como um novo padrão de conforto urbano.

Empreendimentos como o Gran Solare Residenziale, localizado a cerca de 700 metros do Jardim Botânico, ilustram essa tendência ao unir a proximidade com um dos principais cartões-postais de Curitiba a uma infraestrutura voltada ao bem-estar. O residencial conta com academia multifuncional com vista panorâmica e projeto arquitetônico que privilegia iluminação natural e posição solar favorável, características cada vez mais observadas por quem busca morar bem sem abrir mão da funcionalidade.

“O comprador atual não está olhando apenas para o imóvel em si, mas para o conjunto: bairro, entorno, áreas verdes e serviços que façam sentido no cotidiano. A integração entre natureza e estrutura de bem-estar é um reflexo direto dessa mudança de comportamento”, conclui Ana Valéria.


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