Os preços de aluguel no Rio de Janeiro seguem trajetórias diferentes dependendo da região. Bairros da Zona Sul e da Barra da Tijuca registraram altas relevantes, enquanto áreas do subúrbio e parte da Zona Oeste tiveram queda.
O levantamento é da Loft, com base em 77 mil anúncios de imóveis residenciais nas principais plataformas digitais. A análise considera o período entre novembro de 2025 e abril de 2026, em comparação com os mesmos meses do ano anterior.
A variação média na cidade foi de +7,0%.
Zona Sul e Barra concentram maiores altas
Entre os bairros com maior valorização, o destaque é Lins de Vasconcelos, na Zona Norte, com alta de 51,7% no aluguel.
Na sequência aparecem Jardim Botânico (+39,4%), Portuguesa, na Ilha do Governador (+37,8%), e Flamengo (+36,2%).
A Barra da Tijuca também figura entre os principais aumentos, com alta de 30,7%.
Outros bairros com crescimento relevante incluem Botafogo (+30,6%) e Lagoa (+27,4%).
“Em locais com tíquete médio menor há mais espaço para crescimento acentuado no preço do aluguel. Mas, no Rio, o movimento é dual: enquanto bairros da Zona Sul e da Barra sobem, o subúrbio e parte da Zona Oeste enfrentam retração”, afirma Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.
Subúrbio e Zona Oeste registram quedas
Na outra ponta, os maiores recuos estão concentrados no subúrbio e em bairros da Zona Oeste.
Bonsucesso teve queda de 23,8%, seguido por Rocha Miranda (-19,1%) e Freguesia (Jacarepaguá) (-18,5%).
Também aparecem entre as maiores quedas Tanque (-12,3%) e Brás de Pina (-12,1%).
Mesmo bairros de alto padrão registraram recuo, como São Conrado, com queda de 6,6%.
Ipanema lidera entre os aluguéis mais caros
Entre os bairros com maior valor de aluguel, Ipanema aparece na liderança, com tíquete médio de R$ 15.579.
Na sequência estão Lagoa (R$ 14.561) e Leblon (R$ 14.553). A Barra da Tijuca também figura entre os mais caros, com média de R$ 13.836.
Já os menores valores foram registrados em Rocha Miranda (R$ 1.035), Madureira (R$ 1.083) e Cascadura (R$ 1.170).
Aluguel sobe mais que preço de venda
O cenário do mercado imobiliário ajuda a explicar a pressão sobre os preços.
No Brasil, o aluguel subiu 9,8% no período recente, enquanto os imóveis à venda tiveram alta de 7,1%.
O custo elevado do crédito imobiliário tem mantido parte da demanda no mercado de locação.
“Com o crédito ainda restrito, a locação continua sendo uma alternativa importante para muitas famílias, o que mantém a pressão sobre os preços”, afirma Fábio Takahashi.
Metodologia
O levantamento da Loft analisou 77 mil anúncios de imóveis residenciais no Rio de Janeiro.
Foram considerados os valores médios de aluguel entre novembro de 2025 e abril de 2026, em comparação com o mesmo período anterior. Apenas bairros com pelo menos 50 anúncios ativos entraram na amostra.
