Zona Sul e Barra puxam alta do aluguel no Rio, enquanto subúrbio registra queda

em Diário do Rio / Mercado Imobiliário, 30/abril

Levantamento da Loft mostra alta do aluguel em bairros da Zona Sul e Barra da Tijuca, com picos de até 51,7%. Já regiões do subúrbio e da Zona Oeste registram queda nos preços.

Os preços de aluguel no Rio de Janeiro seguem trajetórias diferentes dependendo da região. Bairros da Zona Sul e da Barra da Tijuca registraram altas relevantes, enquanto áreas do subúrbio e parte da Zona Oeste tiveram queda.

O levantamento é da Loft, com base em 77 mil anúncios de imóveis residenciais nas principais plataformas digitais. A análise considera o período entre novembro de 2025 e abril de 2026, em comparação com os mesmos meses do ano anterior.

A variação média na cidade foi de +7,0%.

Zona Sul e Barra concentram maiores altas

Entre os bairros com maior valorização, o destaque é Lins de Vasconcelos, na Zona Norte, com alta de 51,7% no aluguel.

Na sequência aparecem Jardim Botânico (+39,4%), Portuguesa, na Ilha do Governador (+37,8%), e Flamengo (+36,2%).

A Barra da Tijuca também figura entre os principais aumentos, com alta de 30,7%.

Outros bairros com crescimento relevante incluem Botafogo (+30,6%) e Lagoa (+27,4%).

“Em locais com tíquete médio menor há mais espaço para crescimento acentuado no preço do aluguel. Mas, no Rio, o movimento é dual: enquanto bairros da Zona Sul e da Barra sobem, o subúrbio e parte da Zona Oeste enfrentam retração”, afirma Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.

Subúrbio e Zona Oeste registram quedas

Na outra ponta, os maiores recuos estão concentrados no subúrbio e em bairros da Zona Oeste.

Bonsucesso teve queda de 23,8%, seguido por Rocha Miranda (-19,1%) e Freguesia (Jacarepaguá) (-18,5%).

Também aparecem entre as maiores quedas Tanque (-12,3%) e Brás de Pina (-12,1%).

Mesmo bairros de alto padrão registraram recuo, como São Conrado, com queda de 6,6%.

Ipanema lidera entre os aluguéis mais caros

Entre os bairros com maior valor de aluguel, Ipanema aparece na liderança, com tíquete médio de R$ 15.579.

Na sequência estão Lagoa (R$ 14.561) e Leblon (R$ 14.553). A Barra da Tijuca também figura entre os mais caros, com média de R$ 13.836.

Já os menores valores foram registrados em Rocha Miranda (R$ 1.035), Madureira (R$ 1.083) e Cascadura (R$ 1.170).

Aluguel sobe mais que preço de venda

O cenário do mercado imobiliário ajuda a explicar a pressão sobre os preços.

No Brasil, o aluguel subiu 9,8% no período recente, enquanto os imóveis à venda tiveram alta de 7,1%.

O custo elevado do crédito imobiliário tem mantido parte da demanda no mercado de locação.

“Com o crédito ainda restrito, a locação continua sendo uma alternativa importante para muitas famílias, o que mantém a pressão sobre os preços”, afirma Fábio Takahashi.

Metodologia

O levantamento da Loft analisou 77 mil anúncios de imóveis residenciais no Rio de Janeiro.

Foram considerados os valores médios de aluguel entre novembro de 2025 e abril de 2026, em comparação com o mesmo período anterior. Apenas bairros com pelo menos 50 anúncios ativos entraram na amostra.


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