O CEO da Benx Incorporadora, Luciano Amaral, afirmou, em entrevista à Folha, que a falta de mão de obra na construção civil tem afetado prazos de obras e lançamentos. A escassez, segundo o executivo, pressiona os custos do setor, que pode sofrer nova alta caso seja aprovado o fim da escala 6×1.
A estratégia da empresa é focar nos projetos de altíssimo padrão, que são menos afetados pelos juros altos e têm menos concorrência que as faixas populares impulsionadas pelo Minha Casa Minha Vida.
Mão de obra na construção civil
Amaral resumiu o diagnóstico sobre a mão de obra do setor em uma frase direta: “O filho do pedreiro não quer mais ser pedreiro, o filho do mestre não quer mais ser mestre”. Segundo ele, a empresa enviou uma equipe de dez pessoas à China para buscar tecnologias que possam substituir parte do trabalho manual.
O CEO da Benx disse que o problema se agravou com o boom imobiliário. “Não formamos profissionais e aumentamos a produção”, afirmou. Ele também relacionou a escassez à mudança no perfil dos trabalhadores e à busca por ocupações com menor esforço físico.