Os fundos imobiliários foram tema de destaque no quadro Imóveis em Pauta, exibido pela rádio Nordeste FM. O especialista imobiliário Humberto Mascarenhas participou do programa e explicou, de forma didática, como funciona esse tipo de investimento que vem ganhando espaço entre brasileiros.
O especialista explicou que os fundos imobiliários, também conhecidos como FIIs, funcionam como um investimento coletivo.
“São veículos de investimento coletivo, como se fosse um condomínio de investidores. As pessoas se unem, compram um ou mais imóveis e esses imóveis são colocados para locação ou venda”, explicou.
Segundo ele, esse modelo permite que mais pessoas tenham acesso ao mercado imobiliário sem precisar adquirir um imóvel diretamente.
Questionado sobre as diferenças entre investir em imóveis físicos e em fundos, Humberto destacou a questão da titularidade.
“Quando você compra um imóvel físico, ele fica no seu nome. Já no fundo imobiliário, você compra uma cota de uma empresa que investe em imóveis. Ou seja, você é dono de uma parte daquele patrimônio”, disse.
Ele também ressaltou que os fundos precisam ter um número mínimo de investidores.
“Hoje, um fundo imobiliário precisa ter pelo menos cem cotistas. Isso porque os benefícios desse tipo de investimento não podem ser direcionados a uma única pessoa”, pontuou.
Durante a conversa, foram apresentados os principais tipos de fundos disponíveis no mercado:
- Fundos de tijolo: investem em imóveis físicos, como shoppings, galpões logísticos, hospitais e hotéis.
- Fundos de papel: aplicam em títulos do setor imobiliário, como CRIs.
- Fundos de fundos: investem em outros fundos, diversificando a carteira.
- Fundos de desenvolvimento: voltados para construção de novos empreendimentos.
“O fundo de tijolo é o mais tradicional. Já o fundo de papel costuma oferecer maior rendimento mensal, mas sem a mesma valorização patrimonial”, explicou.
Humberto destacou que existem duas formas principais de lucro com fundos imobiliários.
“O investidor pode ganhar com a distribuição de dividendos e também com a valorização das cotas na revenda”, afirmou.
Ele também chamou atenção para a questão tributária.
“Os dividendos são, na maioria dos casos, isentos de imposto de renda, desde que o fundo tenha pelo menos cem cotistas e o investidor não possua mais de 10% das cotas”, explicou.
Por outro lado, há tributação na venda das cotas.
“Na revenda, há incidência de 20% sobre o ganho de capital”, completou.
Outro ponto destacado foi a facilidade de acesso ao investimento.
“Hoje, os fundos imobiliários são negociados exclusivamente pela bolsa de valores, mas isso ficou muito mais democrático. Aplicativos de bancos já permitem investir diretamente”, disse.
Sobre o valor mínimo, o especialista destacou a acessibilidade.
“Você pode começar com cerca de cem reais. Com esse valor, já é possível ser dono de uma pequena parte de um shopping, por exemplo”, destacou.
Humberto ressaltou o crescimento do setor no Brasil.
“Hoje já são milhões de investidores em fundos imobiliários no país. É um mercado promissor e que tem atraído tanto iniciantes quanto investidores mais experientes”, afirmou.
Ele ainda reforçou a importância de buscar orientação antes de investir.
“A gente procura se aprofundar no assunto para orientar melhor os clientes que estão entrando nesse novo mercado”, concluiu.