O custo de morar no Rio: taxa de condomínio sobe acima da inflação e pode chegar a 40% do aluguel, aponta pesquisa; Centro teve a maior alta, de 11,8%

em Tempo Real / Rio de Janeiro, 14/agosto

Morar no Rio ficou mais caro, e o aumento do valor do condomínio ajuda a explicar a conta. A taxa subiu acima da inflação em quase todos os bairros pesquisados pelo Secovi-Rio entre julho de 2025 e junho de 2026. No Centro, a alta chegou a 11,8%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado no período foi de 4,64%.

Na Zona Norte, a despesa pode representar até 40,7% do valor do aluguel residencial. Segundo o Secovi-Rio, sindicato que representa o setor de habitação, nos imóveis comerciais, a proporção chega a 85,6%.

Levantamento mostra onde a taxa de condomínio mais subiu

O aumento foi superior à inflação na maior parte dos 20 bairros analisados. De acordo com o levantamento do Secovi-Rio, o Centro teve a maior alta, de 11,8%, seguido por Jardim Botânico, com 9,3%, e Botafogo, com 8,9%.

Entre os bairros analisados, apenas Campo Grande (taxa subiu 4,2%) e Lagoa (alta de 3,3%) tiveram reajustes abaixo da inflação acumulada no período, de 4,64%.

Evolução das taxas de condomínio entre julho de 2025 e junho de 2026

  • Centro: +11,8%
  • Jardim Botânico: +9,3%
  • Botafogo: +8,9%
  • Campo Grande: +4,2%
  • Lagoa: +3,3%

Inadimplência, valor da água e investimentos em segurança aumentam despesas do condomínio

Segundo especialistas do setor, um dos fatores que pressionam os custos dos condomínios é a inadimplência.

Além disso, de acordo com o presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), Marcelo Borges, os gastos com água como outro fator importante para o aumento das despesas dos condomínios no Rio.

Os investimentos em segurança, como aumento do efetivo nas portarias e instalação de novas tecnologias também são citados entre os fatores que encarecem as despesas.


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