Os aluguéis residenciais avançaram 0,51% em dezembro, após alta de 0,37% em novembro, de acordo com o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Com o resultado, o indicador acumulou elevação de 8,85% ao longo de 2025, acima dos 6,92% registrados nos 12 meses encerrados em novembro.
Em nota oficial, o economista Matheus Dias, do Ibre/FGV, afirmou que “os dados de 2025 refletem um mercado com demanda aquecida e espaço para repasses”. Segundo ele, embora o índice nacional tenha subido apenas 0,51% em dezembro, o acumulado em 12 meses alcançou 8,85%, “ligeiramente acima dos reajustes observados em 2024”.
O economista avaliou ainda que, para o início de 2026, o cenário aponta para a manutenção de reajustes elevados, sustentados por juros ainda altos, inflação de serviços persistente e oferta restrita, especialmente em áreas centrais.
O IVAR foi criado para acompanhar a variação mensal dos valores de aluguéis residenciais no mercado imobiliário brasileiro. O índice é calculado a partir de informações de contratos efetivamente firmados entre locadores e locatários, com intermediação de administradoras de imóveis, substituindo a metodologia anterior da FGV, baseada em dados de anúncios de locação.
Entre as capitais que integram o índice da FGV, o comportamento dos aluguéis em dezembro foi o seguinte:
- São Paulo: a variação passou de 0,52% em novembro para alta de 0,65%.
- Rio de Janeiro: o índice desacelerou, saindo de aumento de 1,13% para estabilidade (0,0%).
- Belo Horizonte: houve aceleração, com avanço de 1,11% em dezembro, ante 0,39% no mês anterior.
- Porto Alegre: após recuo de 0,37% em novembro, os aluguéis registraram alta de 0,25%.
No acumulado de 2025, os reajustes nas capitais analisadas foram os seguintes:
- São Paulo: alta de 9,48%
- Belo Horizonte: avanço de 11,27%
- Rio de Janeiro: aumento de 12,11%
- Porto Alegre: elevação de 3,32%
Os números do IVAR mostram que os aluguéis residenciais mantiveram movimento de alta ao longo de 2025, com variações diferentes entre as capitais acompanhadas pelo índice. O levantamento consolida os dados mais recentes sobre os preços de locação no país e serve como referência para acompanhar a evolução do mercado imobiliário.