Cobertura do segundo prédio residencial mais antigo do Rio vira ateliê de arte na Rua do Russel

em Diário do Rio / Mercado Imobiliário, 21/maio

Edifício de 1925 abre cobertura duplex para coletivo artístico e inaugura nova fase com evento neste sábado, com música e visitação.

A cobertura do segundo prédio residencial mais antigo do Rio vai ganhar nova vida a partir deste sábado. O endereço é o Edifício Lage, inaugurado em 1925 e localizado na Rua do Russel, nas imediações do Hotel Glória e ao lado do plano inclinado que leva ao Outeiro da Glória.

O espaço que será aberto ao público fica em uma das coberturas duplex do prédio e passa a abrigar o 1/4 Coletivo de Arte, formado pelas artistas Ana Baduy, Isa de Cnop e Regina Dardillac. No local, já acontecem atividades de produção e venda de cerâmicas, clube do livro, ateliê de pintura e um antiquário, em um ambiente que mistura criação, trabalho e convivência.

Neste sábado, dia 23, entre 18h30 e 22h, acontece a festa de inauguração do segundo andar da cobertura, com o evento batizado de “Laje do Lage”. A programação inclui apresentações de Priscila Rato, no violino, e Marcelo Caldi, na sanfona, em uma proposta que une repertórios clássicos e populares. Os ingressos estão disponíveis pela plataforma Sympla e também via PIX.

Marca de Henrique Lage na Rua do Russel

Projetado por Ricardo Buffa e construído por Henrique Lage (1881–1941), o prédio foi erguido em 1925 como um dos empreendimentos residenciais mais imponentes de sua época. O empresário, figura central da industrialização brasileira no início do século XX e antigo proprietário do atual Parque Lage, também esteve ligado a projetos como o Porto de Imbituba.

Com oito pavimentos e dois apartamentos de quatro quartos por andar, o Edifício Lage se destaca pelo estilo eclético, com fachada marcada por colunatas, janelas em arco e elementos inspirados em referências clássicas. À época da inauguração, o prédio chamava atenção pela escala e pelo padrão de construção em uma região ainda em transformação urbana.

De frente para a Baía de Guanabara e com vista para a Praça Paris nos andares mais altos, o edifício integra um conjunto arquitetônico que ajuda a contar a expansão da antiga orla carioca, alterada ao longo do século XX com obras como a abertura da Avenida Beira-Mar e, mais tarde, a construção do Parque do Flamengo.


Ver online: Diário do Rio / Mercado Imobiliário