A inadimplência no pagamento de aluguéis no Estado do Rio de Janeiro apresenta melhora em 2026, apesar das oscilações registradas ao longo do ano. Em junho, o índice chegou a 3,4%, o menor patamar desde o início da série histórica, em outubro de 2023.
Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), elaborado pela Superlógica.
A queda de junho, porém, não se manteve no mês seguinte. Em julho, a taxa voltou a subir e chegou a 3,68%.
Mesmo com a variação, os números deste ano permanecem abaixo dos maiores níveis observados em 2025.
Recorde de inadimplência foi registrado em 2025
Os piores resultados da série no Rio ocorreram em setembro e outubro do ano passado.
Em setembro de 2025, a inadimplência chegou a 5,18%. No mês seguinte, atingiu 5,23%, maior taxa registrada desde que o levantamento começou a acompanhar o mercado fluminense.
Até agora, mesmo o pior resultado de 2026 permanece distante desse recorde.
Os números mostram, no entanto, que a redução não ocorre de forma linear. Pequenas altas e quedas vêm sendo registradas mensalmente, ainda que em um patamar inferior ao observado no fim de 2025.
Rio segue acima das médias do Sudeste e do Brasil
Apesar da melhora, o Rio continua com inadimplência de aluguel superior às médias regional e nacional.
Em julho, a Região Sudeste registrou taxa de 2,78%, enquanto o Brasil ficou em 3,05%.
No mesmo mês, o Estado do Rio marcou 3,68%.
Na série histórica do Sudeste, a maior taxa foi de 3,62%, registrada em agosto de 2025.
Já o levantamento nacional, iniciado em abril de 2023, teve como maior resultado 3,86%, registrado tanto em fevereiro quanto em abril de 2024.
A comparação mostra que, apesar da redução observada no mercado fluminense em 2026, os atrasos no pagamento dos aluguéis continuam proporcionalmente mais frequentes no Rio do que no restante do Sudeste e na média brasileira.
Índice acompanha mais de 800 mil locatários
O Índice de Inadimplência Locatícia é calculado mensalmente com informações internas da Superlógica sobre o mercado de locação imobiliária.
O levantamento considera fatores como valor do boleto, localização e tipo do imóvel — apartamento, casa ou imóvel comercial —, além das datas de vencimento e pagamento.
São considerados inadimplentes os contratos com boletos que permanecem mais de 60 dias sem pagamento ou que tenham sido quitados com atraso superior a 60 dias.
A edição referente a julho utilizou informações de mais de 800 mil locatários em todo o Brasil.
Segundo a empresa, os dados utilizados no estudo são anonimizados e não permitem a identificação individual dos clientes.