Startup investe R$ 100 milhões no Rio em 2026

em Portas, 27/janeiro

O Quinto Andar anunciou um plano de investimento de R$ 100 milhões para expandir sua atuação no mercado imobiliário do Rio de Janeiro em 2026. A meta é aumentar o número de imóveis listados no estado em até 70%, chegando a mais de 50 mil unidades.

A ofensiva, de acordo com a startup, inclui expansão para 87 novos territórios da região metropolitana, principalmente em bairros das zonas Norte e Oeste.

Estratégia segue modelo adotado em Belo Horizonte

O Rio de Janeiro é o segundo maior mercado do Quinto Andar, atrás apenas de São Paulo. O planejamento do QuintoAndar é replicar a estratégia implementada em Belo Horizonte no ano anterior: destinou R$ 100 milhões para a cidade e registrou um crescimento de 50% nos aluguéis fechados pela plataforma em 2025.

Segundo Lucas Lima, diretor de operações da empresa ouvido pelo jornal O Globo, a expansão no território fluminense deve seguir o mesmo ritmo, com expectativa de aumentar o estoque em até 70% em 2026.

O momento é considerado ideal devido ao cenário de juros altos. Com a taxa Selic em níveis elevados, que dificultam o financiamento imobiliário, a demanda por aluguéis — principal negócio do Quinto Andar — está em alta. Além disso, a startup planeja usar a receita já gerada na cidade para ampliar sua fatia de mercado.

“O Rio tem uma especificidade, que é um nível de informalidade maior que o de outras praças. Isso abre um caminho para captarmos clientes por meio de produtos da nossa plataforma que, talvez, ainda não sejam plenamente conhecidos dos proprietários locais. O aluguel é parte importante da renda desse público, assim como o imóvel é provavelmente seu maior patrimônio. Parte dos R$ 100 milhões será gasta em tornar conhecida nossa oferta de renda garantida, em caso de inadimplência, e cobertura de danos ao imóvel“, explica Lucas Lima.

Corretores e imobiliárias no foco da expansão

Outro ponto central da estratégia, segundo a empresa, é atrair mais corretores e imobiliárias para a plataforma. A meta da empresa é aumentar em 40% o número de parceiros locais em 2026, oferecendo incentivos que ampliem os ganhos desses profissionais ao utilizarem o Quinto Andar para intermediar negócios.

“Vamos fazer um investimento pesado na atração desses parceiros. A ideia é aumentar o potencial de ganho de corretagem quando eles trouxerem mais negócios para a plataforma”, afirma Lucas Lima.

Além disso, a empresa prevê reforçar sua equipe interna de vendas, que dá suporte aos proprietários de imóveis listados no site, especialmente na Zona Sul e na Barra da Tijuca, principais áreas de atuação no Rio.

Obstáculos jurídicos no mercado carioca

Apesar do investimento pesado, o Quinto Andar enfrenta desafios no mercado carioca. Desde 2022, a empresa responde a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, que questiona a cobrança de taxas de reserva e serviços dos inquilinos, alegando que elas deveriam ser arcadas pelos proprietários.

O processo segue em tramitação, sem decisão de mérito na segunda instância. No entanto, uma liminar favorável à startup permite que as cobranças continuem sendo realizadas.

Com mais de US$ 700 milhões em aportes desde a fundação em 2013 e avaliada em US$ 5,1 bilhões em 2021, o Quinto Andar aposta no mercado carioca como parte de sua estratégia de crescimento a longo prazo, mesmo em um ambiente econômico desafiador.


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